Neurocirurgia pediátrica minimamente invasiva no Hospital Regional do Oeste – HRO

surgery with microscope glasses, neurosurgery.

Nome da Entidade/Pessoa Proponente

Associação Hospitalar Lenoir Vargas Ferreira – ALVF

CNPJ/CPF do Proponente

02.122.913/0001-06

Segmento

Área

Data Inicio Projeto

15/05/2025

Data Final Projeto

14/04/2027

Município

Chapecó-SC

Responsável pelo Projeto

Vânia Maria Lovera e Marli Cerutti Machado

PRONAC

002/2025

Lei de Incentivo correspondente ao projeto

Fundo Infância e Adolescência

Valor da Proposta

R$ 302.319,66

Valor Captado

Percentual Captado

Site do Proponente/Projeto

www.alvf.org.br

Descritivo sobre a Entidade proponente do projeto / Descritivo currículo pessoa proponente

A Associação Hospitalar Lenoir Vargas Ferreira como entidade prestadora de serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS) administra o Hospital Regional do Oeste (HRO), sediado no município de Chapecó e o Hospital Nossa Senhora da Saúde (HNSS), sediado no município de Coronel Freitas. Especificamente sobre o Hospital Regional do Oeste, local de execução deste Projeto, foi fundado em 30 de outubro de 1986 e integra o patrimônio do Estado de Santa Catarina e sua gestão desde 1998 está entregue por Convênio à Associação Hospitalar Lenoir Vargas Ferreira, entidade civil, reconhecida de utilidade pública Municipal, Estadual e Federal, igualmente de fins filantrópicos, possuindo 330 leitos de internação e 163 leitos de observação. É referência para 76 municípios, atendendo uma população de mais 1 milhão de habitantes, chegando a 131 municípios nos serviços de Oncologia Pediátrica. É referência em alta complexidade em: Traumatologia e Ortopedia, Neurologia/Neurocirurgia, UNACON com Hematologia (Quimioterapia, Radioterapia com Braquiterapia, Oncologia Clínica e Cirúrgica e Oncologia Pediátrica), Centro de Atendimento de Urgência Tipo III aos pacientes do AVC, Terapia Nutricional (enteral e parenteral), Captação de Órgãos e Tecidos e Transplante de rins e córneas, Banco de Tecido Ocular, Unidade de Assistencia de Alta Complexidade Cardiovascular, com Cirurgia Cardiovascular, Procedimentos em Cardiologia Intervencionista e Endovascular, em processo de habilitação Estadual. Integra a Rede Alyne – Gestante de Alto Risco e a Rede de Urgência e Emergência. É detentor do Título “Hospital Amigo da Criança”, um reconhecimento do Fundo das Nações Unidas para Infância – UNICEF e da Organização Mundial da Saúde – OMS. Na prestação dos serviços, no ano de 2024 foram realizadas 24.857 internações, sendo destas 85,11% pelo SUS, enquanto que dos 162.015 atendimentos ambulatoriais, 92,50% foram pelo SUS. A área física do Hospital Regional do Oeste atualmente é de 32.250,25m², distribuídos na prestação de serviços ambulatoriais, internação, diagnóstico e serviços de suporte técnico operacional. Para atendimento da população referenciada contamos com uma equipe multiprofissional de 1.493 funcionários (março/2025). Ainda, é campo de estágio teórico/prático na formação de profissionais de nível médio e graduação dos cursos de saúde, oportunizando a formação de 100 (cem) alunos média/ mensal. Mantém Programa de Residência Multiprofissional, com área de concentração em Oncologia, nos cursos de Psicologia, Nutrição e Enfermagem, enquanto o Programa de Residência Uniprofissional a área de concentração é Urgência e Emergência. Cada especialidade tem entrada anual de 03 (três) vagas. Os Programas de Residência Médica são nas seguintes especialidades: Terapia Intensiva, Clínica Médica, Ortopedia e Traumatologia, Anestesiologia, Pediatria, Cirurgia Geral e Ginecologia e Obstetrícia. Ressaltamos que o Hospital Regional do Oeste está habilitado como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Neurologia/Neurocirurgia pela Portaria SAS Nº 646, de 10 de Novembro de 2008, para atendimento aos suários adultos e pediátricos do Sistema Único de Saúde – SUS.

Etapas do Projeto

1.Apresentar o Projeto aprovado a Diretoria e Conselho Administrativo da ALVF. 2.Desenvolver ampla campanha de conscientização junto as pessoas físicas e jurídicas e demais segmentos da sociedade civil objetivando a captação dos recursos financeiros propostos no Projeto. 3.Inscrever o Projeto em plataformas e portais sociais de seleção e monitoramento de projetos 4.Publicar o Projeto nas páginas sociais da ALVF (https://alvf.org.br) e do HRO (https://hro.org.br), no link ADOTE UM PROJETO. 5.Assinar o Termo de Fomento ou Acordo de Cooperação para resgate dos recursos financeiros captados e/ou solicitar prorrogação de prazo para c aptação. 6.Rever o Plano de Trabalho e solicitar nova cotação de preços para aquisição dos equipamentos. 7.Solicitar e acompanhar o processo de aquisição e entrega do equipamento. 8.Realizar a instalação do equipamento no setor adstrito ao Projeto, bem como capacitação da equipe médica. 9.Promover ampla divulgação nas mídias digitais sobre o resultado final do Projeto, expondo a população que o ato de doação dos incentivos fiscais, também é uma maneira promover e facilitar o restabelecimento da saúde da população. 10.Realizar a prestação de contas aos órgãos competentes.

Objetivos do Projeto

Adquirir um Neuroendoscópio modelo pediátrico para garantir a realização de procedimentos neurocirúrgicos minimamente invasivos, com maior segurança técnica e sem a necessidade de implante de próteses para derivação ventricular em pacientes portadores de hidrocefalia.

Justificativa do Projeto

Especificamente sobre o Hospital Regional do Oeste, local de execução deste Projeto, foi fundado em 30 de outubro de 1986 e integra o patrimônio do Estado de Santa Catarina e sua gestão desde 1998 está entregue por Convênio à Associação Hospitalar Lenoir Vargas Ferreira, entidade civil, reconhecida de utilidade pública Municipal, Estadual e Federal, igualmente de fins filantrópicos, possuindo 330 leitos de internação e 163 leitos de observação. É referência para 76 municípios, atendendo uma população de mais 1 milhão de habitantes, chegando a 131 municípios nos serviços de Oncologia Pediátrica. É referência em alta complexidade em: Traumatologia e Ortopedia, Neurologia/Neurocirurgia, UNACON com Hematologia (Quimioterapia, Radioterapia com Braquiterapia, Oncologia Clínica e Cirúrgica e Oncologia Pediátrica), Centro de Atendimento de Urgência Tipo III aos pacientes do AVC, Terapia Nutricional (enteral e parenteral), Captação de Órgãos e Tecidos e Transplante de rins e córneas, Banco de Tecido Ocular, Unidade de Assistencia de Alta Complexidade Cardiovascular, com Cirurgia Cardiovascular, Procedimentos em Cardiologia Intervencionista e Endovascular, em processo de habilitação Estadual. Integra a Rede Alyne – Gestante de Alto Risco e a Rede de Urgência e Emergência.Na especialidade de Neurologia/Neurocirurgia Pediátrica, o Hospital Regional do Oeste, possui capacidade técnica instalada para atender as demandas ambulatoriais e hospitalares. Não obstante dos dados estatísticos a nível de Brasil, dos atendimentos nesta especialidade no Hospital Regional do Oeste, em torno 50% (cinquenta por cento) são para tratamento das Hidrocefalias. O Hospital Regional do Oeste, no cumprimento das ações públicas de saúde, no período de fevereiro/2024 à janeiro/2025, dos 70 procedimentos cirurgicos neuro pediátricos realizados, 32 foram para Derivação, Retirada e Revisão de Ventriculo Peritoneal (colocação, retirada e revisão de válvula de hidrocefalia). Mantendo aproximadamente 400 pacientes em seguimento no seu ambulatório de Neurocirurgia Pediátrica. Destacamos que o equipamento da proposição, Neuroendoscópio modelo pediátrico, permite a realização de cirurgias minimamente invasivas para o tratamento das hidrocefalias, principalmente as do tipo obstrutivas e as septadas. Tendo ainda, indicação de uso para o tratamento dos cistos/neoplasias intraventriculares, dos cistos cerebrais e das hemorragias intraventriculares em recém-nascidos prematuros. Corroborando, a hidrocefalia é uma doença que acomete crianças em todas as faixas etárias, mas ocorre com maior frequência no primeiro ano de vida. Trata-se de um acúmulo do líquido cerebral (líquor) no interior do cérebro, ocorrendo em razão de aumento da produção do referido líquido ou por bloqueio na circulação ou ainda por problemas na sua absorção. Caso o paciente não receba o tratamento, as consequências da doença implicam no comprometimento do desenvolvimento neurológico e até mesmo no óbito. No Hospital Regional do Oeste, devido a falta do equipamento Neuroendoscópio pediátrico, é utilizado a técnica de cirúrgica aberta, que consiste em um neurocirurgião fazer uma incisão no crânio para acessar os ventrículos cerebrais, onde o líquido se acumula. Um dreno, geralmente um catéter, é então inserido para permitir a drenagem do líquido excedente para outra parte do corpo, como a cavidade abdominal, onde pode ser absorvido. Essa intervenção ajuda a restaurar o equilíbrio do líquido cefalorraquidiano e a prevenir danos cerebrais. É um procedimento que requer cuidados pós-operatórios e acompanhamento médico para garantir a eficácia e a segurança do tratamento. Este sistema permanece instalado no interior do cérebro onde se encontra o líquido acumulado e se estende por baixo da pele até o interior do abdômen. Esta cirurgia se denomina Derivação Ventrículo-peritoneal, popularmente chamada de “Válvula”, porque é composto por dois catéteres e uma válvula. Por se tratar de um sistema mecânico, este sistema está mais suscetível a complicações como infecções e obstruções. Estudos indicam que, nos primeiros 5 anos de acompanhamento, a taxa de complicações pode chegar a cerca de 30%, enquanto que, em acompanhamento de 12 anos, a taxa de complicações pode variar, mas estudos sugerem que essa taxa pode chegar a 81%. Das cirurgias neurológicas pediátricas, 50% delas consistem precisamente em procedimentos de colocação de válvula, e cada complicação no sistema de válvula exige uma nova cirurgia no paciente, implicando em possibilidade de novas sequelas ou mesmo de óbito. O equipamento em questão, o Neuroendoscópio, permite o tratamento das hidrocefalias obstrutivas, sem a necessidade de colocar o sistema de válvula e catéteres. Com o uso do Neuroendoscópio o procedimento é realizado por somente um acesso craniano (não é necessário operar o abdômen); com o equipamento o cirurgião realiza uma abertura em uma membrana na base do cérebro permitindo a passagem do líquido para outro compartimento craniano. A abertura permanece e desta forma o fluxo do líquido cerebral é restabelecido, acarretando a cura do paciente. Entre os benfícios do uso do neuroendoscópio pediátrico, podemos destacar: – Minimamente Invasivo: O neuroendoscópio permite realizar procedimentos com incisões menores, o que resulta em menos trauma para o paciente e uma recuperação mais rápida. – Menor dor e desconforto: Devido à natureza minimamente invasiva, os pacientes geralmente experimentam menos dor pós-operatória em comparação com cirurgias abertas. – Visualização direta: O neuroendoscópio proporciona uma visualização clara e direta das estruturas cerebrais, permitindo diagnósticos mais precisos e intervenções cirúrgicas mais eficazes. – Tratamento de várias condições: Ele pode ser utilizado para tratar diversas condições neurológicas, como hidrocefalia, tumores cerebrais e malformações, oferecendo uma abordagem versátil.- Menor risco de complicações: A técnica endoscópica pode estar associada a um menor risco de complicações, como infecções e hemorragias, em comparação com cirurgias mais invasivas. – Recuperação funcional: Muitos pacientes experimentam uma recuperação funcional mais rápida, permitindo que voltem às suas atividades normais em menos tempo. Portanto, os benefícios fazem do neuroendoscópio uma ferramenta valiosa na neurocirurgia pediátrica, permite o tratamento das hidrocefalias obstrutivas, sem a necessidade de colocação de derivações (válvulas), reduzindo assim as chances de complicações que advém destas, contribuindo para melhores resultados e experiências para os pacientes, qualificando e humanizando os serviços hospitalares, em conformidade com o preconizado pela Política Nacional de Humanização – Humaniza SUS e reduzindo os custos hospitalares, principalmente com o uso de antibióticos.

Público Alvo do Projeto

Crianças e adolescentes que realizam atendimento neuropediátrico no Hospital Regional do Oeste-HRO.
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