A Fundação Universitária do Desenvolvimento do Oeste (FUNDESTE) é resultado de um forte movimento comunitário que surgiu no início da década de 1970 objetivando a implantação do ensino superior em Chapecó e em outras cidades da região. Hoje mantenedora da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó), da Farmácia Escola Unochapecó e do Instituto Goio-En, a Fundeste é uma das pioneiras do ensino superior em Santa Catarina. Foi constituída com a finalidade de criar, estimular e difundir valores culturais e conhecimentos científicos voltados à formação cidadã e à integração comunitária. Para consecução de seus objetivos, desenvolve atividades de prestação de serviços e ensino em igualdade de condições para acesso e permanência do estudante, garantindo a liberdade de aprendizado, pesquisa e divulgação do pensamento e o pluralismo de ideias, através de gestão democrática como garantia de qualidade e valorização humana. A Fundeste, através da Unochapecó, realiza todos os anos diversas atividades culturais que beneficiam a comunidade catarinense. Um dos setores mais importantes na instituição, voltado à cultura, é o CEOM – Centro de Organização da Memória Sócio-Cultural da Região Oeste de Santa Catarina: https://www.unochapeco.edu.br/noticias/unochapeco-inaugura-nova-sede-do-centro-de-memoria-do-oeste Na década de 1980 muitos municípios estavam preocupados com a perda de referências culturais, devido ao acelerado processo de urbanização. A Fundeste compartilhava da mesma preocupação e buscando realizar ações nesse sentido, iniciou um processo de valorização e preservação das histórias locais como referências para a construção da identidade regional. Para isso foi criado o Centro de Organização da Memória Sócio-Cultural da Região Oeste de Santa Catarina, que tinha como objetivo principal coordenar um amplo, permanente e sólido programa de resgate e sistematização da memória sociocultural do oeste catarinense, conforme projeto original de 1986, além de recolher e expor materiais relacionados à História e à Pré-história. As primeiras atividades aconteceram entre 1986 e 1989, com apoio financeiro do CNPq, Funarte, Fundeste e Prefeituras. A principal ação foi a criação de 15 comissões municipais de coordenação da memória local, o que resultou na criação de vários museus, casas de cultura ou centros de memória. Também foram promovidos cursos de capacitação, publicadas as primeiras edições da revista Cadernos do CEOM e Caderno do CEOM – Série Documentos e teve início a formação do acervo histórico com fotografias e história oral. O CEOM está organizado nos seguintes setores:
1. Centro de Documentação e Pesquisa;
2. Programa: História-Patrimônio-Comunidade;
3. Núcleo de Estudos Etnológicos e Arqueológicos;
4. Núcleo de Difusão Cultural e Educação Patrimonial;
5. Divulgação Científica e Cultural;
6. Biblioteca Setorial.
PRODUTO 1: Livro 1. PRÉ-PRODUÇÃO (2 meses): -Formação de equipe multidisciplinar; -Elaboração dos contratos; -Contratação de profissionais para envolvimento nas atividades, bem como os serviços necessários para a execução das mesmas; -Reunião do grupo de trabalho; -Planejamento das atividades; -Organização do cronograma de ações dos envolvidos com o Projeto; 2. PRODUÇÃO (6 meses): -Pesquisa documental; -Produção textual; -Revisão; -Editoração; -Impressão; -Divulgação; -Lançamento; 3. PÓS-PRODUÇÃO (1 mês): -Divulgação; -Distribuição; -Elaboração de relatórios; -Prestação de contas. PRODUTO 2: Evento de lançamento do livro 1. PRÉ-PRODUÇÃO (2 meses): -Planejamento de comunicação e de mídia do evento; -Criação dos materiais de divulgação do evento; -Contratação de intérprete de libras; -Contratação de mestre de cerimônia; -Contratação de sistema de som; -Contratação de técnico de som; -Contratação de decoração; -Divulgação do evento; 2. PRODUÇÃO (1 mês): -Organização dos espaços nos locais onde se realizarão as atividades; -Instalação de sistema de som; -Decoração; -Realização do lançamento do livro (previsto para 26 de novembro de 2024). 3. PÓS-PRODUÇÃO (1 mês): -Elaboração de relatórios; -Prestação de contas. PRODUTO 3: Contrapartida Social Visitação ao Museu/Exposição do CEOM de forma gratuita à comunidade. 1. PRÉ-PRODUÇÃO (1 meses): -Reunião do grupo de trabalho; -Contato com escolas e colégios da rede pública da cidade de Chapecó para alinhar as visitas e definição de dia e período do dia para recepção; 2. PRODUÇÃO (7 mês): -Visitas guiadas no espaço expositivo do CEOM -Coleta de registros fotográficos e lista de presença na atividade. 3. PÓS-PRODUÇÃO (1 mês): -Avaliação do Projeto; -Elaboração de Relatório de Atividades do projeto; -Prestação de contas junto ao Ministério da Cultura.
O objetivo geral é a Edição e confecção de um livro em formato impresso e digital, que apresenta um conjunto de documentos históricos e textos relacionados à atuação de Plínio de Nês como empresário do setor agroindustrial e político no Oeste de Santa Catarina durante a segunda metade do século XX, tendo como foco o desenvolvimento regional, servindo como instrumento de pesquisa para embasar pesquisas científicas no campo das ciências humanas, especialmente em temas como industrialização, política e desenvolvimento urbano de Chapecó/SC e do Oeste Catarinense. Como objetivos específicos, foram elencados: a) Formação de equipe de trabalho multidisciplinar para o desenvolvimento do projeto; b) Pesquisa em acervos históricos; c) Elaboração de textos de caráter histórico; d) Editoração do livro em formato impresso e digital; e) Impressão do livro; f) Publicação do livro digital; g) Divulgação do projeto; h) Realização de evento de lançamento da obra; i) Distribuição do livro impresso.
Entre as personalidades que se destacaram em seu papel de protagonismo nos processos históricos, Plínio de Nês (1921-1995) representa um processo de intensa transformação para a cidade de catarinense de Chapecó, com desdobramentos também para a sua região de influência, o Oeste. Entre os principais campos de atuação de Plínio de Nês encontram-se o agroindustrial, com a fundação, em 1952, do frigorífico Chapecó. Esse empreendimento deu origem a um grupo empresarial que chegou a ser uma das principais agroindústrias do Brasil nos ramos de aves e suínos e teve grande importância no processo de urbanização de Chapecó e na implementação do sistema de integração do produtor rural com a agroindústria. No campo da administração pública, foi vereador (1946 a 1955) e prefeito de Chapecó (1956 a 1960), deputado estadual (1962-1966) e secretário de Estado na Secretaria de Negócios do Oeste (1969 a 1975), período marcado pela realização de grandes obras de infraestrutura para o Oeste catarinense, inclusive com a implantação do Ensino Superior por meio da Fundação do Desenvolvimento do Oeste, que teve De Nês como um dos fundadores e primeiro presidente. Apesar de não faltarem menções a seu nome em inúmeras homenagens, como nomes de edificações públicas, ainda existem muitas fontes históricas a serem utilizadas para o desenvolvimento de pesquisas científicas, especialmente em ciências humanas, mas também em outras áreas do conhecimento. Nesse sentido, a publicação visa dar seguimento à proposta apresentada pela Série Documento, uma linha editorial de divulgação científica desenvolvida pelo Centro de Memória do Oeste de Santa Catarina, o CEOM/Unochapecó, que busca contribuir na divulgação de fontes históricas e arqueológicas, além de trabalhos técnicos, guias, catálogos, índices e inventários patrimoniais. O projeto se enquadra com os incisos abaixo relacionados do Art. 1o da Lei 8313/91: VIII – estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; Também, o mesmo se enquadra com os objetivos abaixo relacionados do Art. 3o da Lei 8313/91: c) ações não previstas nos incisos anteriores e consideradas relevantes pelo Ministro de Estado da Cultura, consultada a Comissão Nacional de Apoio à Cultura. (Redação dada pela Lei no 9.874, de 1999): LEI No 9.874, DE 23 DE NOVEMBRO DE 1999.: § 3o As doações e os patrocínios na produção cultural, a que se refere o § 1o, atenderão exclusivamente aos seguintes segmentos: d) livros de valor artístico, literário ou humanístico;.