CINEMA NA LINHA

Nome da Entidade/Pessoa Proponente

MARGOT FILMES LTDA

CNPJ/CPF do Proponente

00198170000122

Segmento

Área

Data Inicio Projeto

30/11/-0001

Data Final Projeto

30/11/-0001

Município

Chapecó e Região

Responsável pelo Projeto

Cassemiro Vitorino

PRONAC

Lei de Incentivo correspondente ao projeto

LEI ROUANET

Valor da Proposta

R$ 125.114,00

Valor Captado

R$ 0,00

Percentual Captado

Site do Proponente/Projeto

www.margotfilmes.com.br

Descritivo sobre a Entidade proponente do projeto / Descritivo currículo pessoa proponente

A margot produções é uma produtora de cinema independente que, desde sua fundação em 2006, trabalha na produção de conteúdo audiovisual e com forte dedicação ao cinema de não-ficção “o documentário”. Somos obcecados em retratar a diversidade do oeste catarinense, através do gênero documentário. Nos dedicamos além de produzir, também a exibir filmes em espaços alternativos. Já exibimos documentários em Igrejas, salões paroquiais, CTGs e canchas de bocha. Atualmente, a margot produções trabalha em dois projetos de documentário: “Grossenthal” projeto aprovado na lei Rouanet em fase de captação de recursos e “Os Círculos de Ipuaçu” também aprovado na lei de incentivo. A margot produções também é produtora dos documentários: *“Celibato no Campo” Projeto premiado no edital da Cinemateca Catarinense em 2008, e exibido na TV Câmera e licenciado para CineBrasil TV até 2020; *“Kiki – o ritual da resistência Kaingang” licenciado para CineBrasilTV até 2019; *“O Goio-En Transbordou” documentário que aborda histório de vidas de antigos moradores do Porto Goio-En atingidos peo lago da Hidrelétrica Foz de Chapecó; *“Atingidos somos nós” co-produção, o filme aborda comunidades que foram abandonadas pelos moradores após a construção da Hidrelétrica de Itá no Oeste Catarinense; *“Dom Quixote das Artes” em fase de finalização, aborda a vida do artista Paulo de Siqueira, autor de grandes monumentos feitos de sucata em várias cidades de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além da obra em homenagem ao Mercosul na cidade de Correntes na Argentina.(Lei Rouanet) *“O Salame vai à feira” Documentário contemplado edital da linguagens artístas do município de Chapecó. Em Produção. *“O Poeta de Cordel” Documentário contemplado edital das linguagens artísticas do município de Chapecó. Em Pré-Produção.

Etapas do Projeto

Pré-Produção – 60 dias – Captação de recursos via lei de incentivo; – Contato com as comunidades do interior nas cidades selecionadas para a Mostra audiovisual; – Seleção de filmes catarinenses que serão exibidos; – identificação dos lugares para instalação da tela de exibição; – Organização da infra-estrutura; – Contratação de equipamentos, veículo, equipe. Execução – 30 dias – Caravana do Cinema na Linha pega Estrada. Realização das sessões de cinema nas comunidades. – Captação do material referente ao making of. – Produção do documentário sobre as exibições. Finalização – – Decupagem do material e elaboração do roteiro. – Edição e Tratamento das imagens. – Definição de trilha sonora original e mixagem de áudio. – Grafismo e legendagem. – Divulgação – Lançamento do documentário sobre o Cinema na Linha. – Relatório e prestação de contas do projeto.

Objetivos do Projeto

O projeto “Cinema na Linha” é uma Mostra Itinerante que consiste na realização de sessões de cinema em comunidades rurais do interior de Santa Catarina, a começar pela região oeste. A proposta é exibir filmes produzidos aqui mesmo no Estado, possibilitando o acesso a documentários e curtas de ficção cujas narrativas se relacionam ao universo cultural catarinense. Serão 30 dias na estrada. A “caravana” do projeto Cinema na Linha irá percorrer 10 municípios, 10 comunidades do interior, 10 linhas, a começar pelo extremo oeste. Em cada cidade, uma comunidade receberá a sessão de cinema.

Justificativa do Projeto

O cinema ocupa hoje um espaço privilegiado no cotidiano da sociedade contemporânea, configurando-se como um dos principais mercados de entretenimento em todo o mundo, atingindo surpreendentes patamares de produção. A questão é que sendo o cinema uma indústria, um negócio, a sua distribuição está sujeita ao fluxo capitalista. Os filmes exibidos nas salas de cinema e na televisão não seguem a lógica da diversidade produzida e sim da concentração de investimentos. Desta forma, os mesmos filmes chegam aos espaços formais de exibição em todo o mundo. O contra-ponto a essa hegemonia são as exibições de filmes em espaços alternativos. É nas telas improvisadas que a diversidade de narrativas, formatos, culturas e histórias projetam novos olhares sobre a humanidade. Voltando o olhar para a produção catarinense, encontramos uma ampla produção audiovisual, estimulada nos últimos anos pelas políticas públicas culturais através da abertura de editais no âmbito das esferas municipal e estadual. É certo que há ainda muitas lacunas neste processo, mas é fato que destes fomentos surge um acervo de filmes catarinenses cuja importância justifica ações no sentido de garantir a ampla circulação destas produções para que as mesmas façam sentido. Filmes são produzidos para serem vistos, e quando há um cenário que privilegia o filme comercial, com investimentos privados visando a distribuição lucrativa, é preciso investir em ações para fortalecer os espaços alternativos. Este projeto propõe um mecanismo de circulação no sentido de incluir no processo de exibição e recepção de filmes duas pontas excluídas do processo comercial e que por este motivo justificam o investimento público: o documentário catarinense e as comunidades rurais e indígenas. O acesso ao cinema no interior é restrito às exibições de filmes em emissoras de TV abertas, ou seja, a blockbusters. A grande maioria das pessoas que vive nas comunidades rurais dificilmente tem acesso a exibições de filmes em espaços de cinema, restritos a shopping centers ou centros culturais. O Cinema na Linha vai priorizar a exibição de documentários e curtas de ficção que tratam de temáticas regionais, abordando assuntos que dizem respeito à história, à cultura, à política, à vida, ao cotidiano das comunidades rurais catarinenses. O interessante deste desafio é que em espaços alternativos é possível possibilitar não apenas a mostra do filme, mas a sua discussão e é aí que chegamos ao ponto central deste projeto. Levar o cinema brasileiro, catarinense a públicos específicos, escolher temáticas de interesse de determinadas comunidades, desmistificar o processo de produção audiovisual e provocar discussões ampliadas sobre a temática apresentada significa promover uma importante revolução midiática, possibilitando a identificação cultural e a apropriação do cinema enquanto conteúdo e linguagem. Por fim, e não menos importante, o Cinema na Linha deve ser um grande evento cultural nas comunidades rurais. A ideia é proporcionar entretenimento e reflexão. As sessões, sempre que possível, que o clima permitir, serão ao ar livre. Toda a comunidade local e as que se encontram mais próximas serão convidadas para uma noite diferente, de confraternização, de magia através da tela grande, do som que deve propagar as falas de personagens reais, que certamente provocarão um sentimento de identificação, como já percebido em outros momentos em que os filmes das sessões propostas foram exibidos. Diferentes estudos sobre as causas do êxodo rural de jovens apontam a ausência de atividades culturais, que incluam essas comunidades na agenda cultural da cidade, como um fator importante. O projeto Cinema na Linha pode ser um embrião de uma atividade que a própria comunidade pode organizar, já que a proposta é tornar esses cidadãos sujeitos e mostrar que o Cinema pode ser na Igreja, na cancha de bocha, no salão paroquial, na sala de aula, embaixo as árvores, enfim, em qualquer lugar que haja uma projeção e um coletivo. O Projeto propõe envolver os moradores também na organização do espaço, serão fornecidas à comunidade pipoca e erva-mate (através de apoio de mercados e indústrias) para que as sessões sejam descontraídas e um momento de lazer e confraternização. Assim, todo o processo será documentado, gerando um filme de making off para ser divulgado e propagada a ideia.

Público Alvo do Projeto

Comunidades rurais
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